No âmbito da formação -Bibliotecas e Literacias- foi criado este espaço de partilha de actividades ludo-pedagógicas articulando vários níveis de ensino, tendo por base a palavra ... colorida, sonorizada, escrita, dita ... emocionada !!!
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quinta-feira, 18 de março de 2010

Leitura viajante

Na semana da leitura os livros viajaram de sala em sala e o resultado foi:

domingo, 14 de março de 2010

O rapaz do pijama às riscas - O filme

Inspirado na obra-prima de John Boyne, o realizador Mark Herman adapta “O rapaz do pijama às riscas” oferecendo ao público um filme intenso, triste, imperdível.



Título original: The Boy in the Striped Pyjamas
De: Mark Herman
Com: Asa Butterfield, Zac Mattoon O’Brien, Domonkos Németh
Género: Drama, Guerra
Classificacao: M/12
Cores, 94 min.

Site oficial

O rapaz do pijama às riscas - O autor

O livro de John Boyne é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade para leitura autónoma.

John Boyne (nascido em 30 de Abril de 1971) é um romancista Irlandês. Boyne reside em Dublim, na Irlanda. Ensinou língua inglesa no Trinity College, e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, onde foi galardoado com o prémio Curtis Brown. Já escreveu seis romances, assim como uma quantidade de contos que foram publicados em várias antologias e transmitidos por rádio e televisão. Os seus romances foram publicados em 29 idiomas. The Boy in the Striped Pyjamas – O rapaz do pijama às riscas – foi o livro mais vendido na Espanha, no Reino unido, na Austrália e em muitos outros países, tendo sido traduzido para 38 idiomas. Além disso alcançou o primeiro lugar de entre os Bestsellers do New York Times.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Livro Fechado

Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
— Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
— Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
— É o teu caso? — perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
— Por sinal, não — esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. — Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
— Quem me dera essa sorte — disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. — Por mim só me passaram os olhos. Página sim, página não… Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
— Eu também — falou, perto deles, um livrinho estreito. — Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
— Isso não é trabalho para livro — estranhou o calhamaço.
— À falta de outro… — conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele… Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar, ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre uns joelhos.
— Tem bonecos esse livro? — perguntou a voz de uma menina, debruçada para o livro, ainda por abrir.
— Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te — disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo, e enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
— Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste. Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
— Lê — pediu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta.
Às vezes vale a pena esperar.



António Torrado
Mensagem Nacional para o Dia Internacional do Livro Infantil